Monday, June 30, 2008
Epifania definitiva
Thursday, June 12, 2008
Thursday, June 05, 2008
Cheers!

Today
Mas ainda há muito gelo se derretendo dentro das veias da alma...
Wednesday, June 04, 2008
Porque já não há
E a névoa? Ela está cobrindo tudo, tirando a visão e todos os outros sentidos estão perturbados. Não se sente o cheiro das manhãs, não se sente o gosto do chocolate, não se ouve a melodia do vento, não se sente a textura da face amada, não se vê mais o brilho da lua.
Também não sei se haverá primavera, pois as plantas parecem não querer se mover. Os galhos secos apenas gritam, com vozes desesperadas, e imploram, ardentes e congelados, que algum raio os parta de uma vez. E os gritos ecoam... Tão forte que se ainda houvesse audição, certamente os tímpanos explodiriam.
E já não há xícaras de café deixadas sobre a mesa, não há folhas espalhadas por uma mesa de madeira velha, não há sons, não há desejos, não há súplicas ou declarações de um amor eterno. Não há nada de real porque só ficaram as fantasias de uma primavera florida, de uma mesa de madeira nova com as belas flores postas no mais belo vaso de porcelana... Ficaram fantasias de flores que nunca serão compradas.
Sunday, April 06, 2008
Ausência
Friday, March 28, 2008
Língua Viva
Não conheço ou não entendo? Há estratégias de leitura? Não sei de onde vem a morfologia, a fonologia, nem tão pouco compreendo os campos semânticos desta de língua cuja fonética é tão irregular.
Suplico-lhes, tão grandes teóricos da linguagem, que desvendem a misteriosa sintaxe do amor.
Friday, March 21, 2008
Melancolia em Recife
Thursday, February 14, 2008
Piloto automático de mim
Tuesday, February 05, 2008
Adeus
Soneto de separação
(Vinicius de Moraes)
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Saturday, January 05, 2008
Monday, December 24, 2007
Feliz Natal

Wednesday, December 05, 2007
Hello, Stranger!: A crueldade delicada de Closer

Monday, December 03, 2007

Doce Segunda
Sunday, December 02, 2007
Pouco sentido
Thursday, November 01, 2007
Desabafo
Friday, October 26, 2007
O lado da poesia
NÃO TE AMO
Não te amo, quero-te: o amar vem d'alma.
E eu n'alma tenho a calma,
A calma do jazigo.
Ai! não te amo, não.
Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida nem sentida
A trago eu já comigo.
Ai, não te amo, não!
Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.
Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?
E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.
E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar!... não te amo, não.
Almeida Garrett
Thursday, October 25, 2007
Minhas palavras
Não sei o que há de errado, não entendo o porquê de eu estar me sentindo assim nestes últimos dias; meio deprimido, triste. Sinceramente não sei o que está acontecendo, ou talvez eu até saiba, mas não queira sentir nem encarar isto. Talvez eu nem tenha certeza se é o que pode ser.
A vida bem que podia ser mais regular, mais lógica. Eu bem que queria ser um alguém estável. É normal que um sentimento de angústia ou de leve dor se abaterem sobre a segurança e a tranquilidade? Pseudo-tranquilidade! Pseudo-segurança!
Acho que não devo reclamar quando alguém não me entender, e, devo isto ao simples fato de que eu também não me entendo.
Wednesday, October 24, 2007
Não adianta: a minha coesão não existe!
O mais esquisito, no entanto, são as incertezas, o não-saber, o não-entender a si mesmo. É, algumas vezes eu simplesmente não me entendo, não consigo explicar o que sinto, nem muito menos organizar os pensamentos de forma a entendê-los melhor. Oh! Dúvidas de um leonino, de um personagem esférico com características das mais diversas. Dúvidas de um jovem homem complexo, estranho e temperamental.
Sou feliz, hoje sei que sou muito feliz. Por tudo que já conquistei, pelas poucas e boas amizades, pelo amor... Ai, amor! Sou feliz porque apesar de ser odiado por alguns que dizem que eu tenho o rei na barriga, eu sou querido por pessoas que amo muito. E quer saber, eu gosto das opiniões contraditórias, afinal, sou muito complexo para me submeter a uma só opinião.
Mas tenho dúvidas, como as tenho!!! Sinto coisas que a ninguém tenho coragem de revelar. Segredos que escondo (e procuro esconder) até de mim mesmo.
A cup of tea para desacelerar meus pensamentos...
Sunday, September 30, 2007
Questionando a fragilidade de todos os sentimentos (parte 2)
Saturday, September 29, 2007
Questionando a fragilidade de todos os sentimentos... (parte 1)
Still a little bit of your taste in my mouth
Still a little bit of you laced with my doubt
Still a little hard to say what's going on
Still a little bit of your ghost your witness
Still a little bit of your face I haven't kissed
You step a little closer each day
Still I can't SAY what's going on
Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So it's not hard to fall
When you float like a cannonball
Still a little bit of your song in my ear
Still a little bit of your words I long to hear
You step a little closer to me
So close that I can't see what's going on
Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So it's not hard to fall
When you float like a cannon
Stones taught me to fly
Love taught me to cry
So come on courage!
Teach me to be shy
'Cause it's not hard to fall
And I don't wanna scare her
It's not hard to fall
And I don't wanna lose it
It's not hard to grow
When you know that you just don't know
Thursday, September 20, 2007
What we call life
Saturday, July 07, 2007
Uma música linda
(Chico César)
Quando não tinha nada eu quis
Quando tudo era ausência esperei
Quando tive frio tremi
Quando tive coragem liguei
Quando chegou carta abri
Quando ouvi Prince dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei
Quando me chamou eu vim
Quando dei por mim tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei
Sunday, July 01, 2007
Saturday, June 30, 2007
Reflexão pós-junina
Saturday, June 16, 2007
É tudo para você...
Eu só precisava dizer que te amo e que você me faz muito feliz. Problemas, imprevistos, erros... tudo isso, ainda que ruim, existe. Mas eu quero dividir minha vida com você, eu quero lhe passar todo o amor que você trouxe para minha vida.
Eu te amo, I love you, Ich Liebe Dich!!!
Saturday, May 26, 2007
Aqui estou
Queria encontrar sempre as palavras corretas e a maneira mais sensata e harmoniosa (permito-me usar esta palavra!) de dizer, expressar meus sentimentos. Expressar, definir meu mundo de sentimentos, afinal, são tantos sentires a pairar sobre minha vida... Sou uma grande explosão, sinto tudo ao mesmo tempo e muitas vezes não consigo separar uma coisa da outra. É verdade, sou muito intenso!
E é isso!
Sunday, April 15, 2007
O ontem que segue
Soneto de Véspera
Quando chegares e eu te vir chorando
De tanto te esperar, que te direi?
E da angústia de amar-te, te esperando
Reencontrada, como te amarei?
Que beijo teu de lágrimas terei
Para esuqcer o que vivi lembrando
E que farei da antiga mágoa quando
Não puder te dizer por que chorei?
Como ocultar a sombra em mim suspensa
Pelo martírio da memória imensa
Que a distância criou - fria de vida
Imagem tua que eu compus serena
Atenta ao meu apelo e à minha pena
E que quisera nunca mais perdida...
Sunday, April 08, 2007
I hope you know...
Carpe Diem
Eu queria saber explicar, definir de uma forma bem clara o momento no qual você sente que não sabe nada. Quando você conclui que nunca soube tão pouco de si mesmo, do mundo ao seu redor, dos seus dias...
Posso começar tentando dizer que é uma sensação engraçada e que, de certo modo, traz um enorme conforto para a sua alma. Parece que o não-saber lhe faz perder o medo de arriscar e, ao fechar os olhos, você só quer saber de viver e tentar. Tentar com o melhor que você tiver. Ser o melhor que você puder, e ser o melhor nesse momento não significa ser o melhor para o mundo, mas sim, ser o melhor para você mesmo e fazer do seu momento íntimo o mais pleno possível.
Também posso resgatar o momento em que os olhos se fecham para tentar descobrir a essência do não-saber. Talvez fechar os olhos lhe faça ganhar um equilíbrio invisível. Fechar os olhos nem sempre significa escuridão...
Ainda me permito imaginar que o não-saber faz você querer cada vez mais. Querer viver para descobrir, querer sentir até a última gota. E quando se quer dessa forma, não há medo que lhe impeça, e, nessa hora, você só quer ser feliz e viver no mais literal sentindo do Carpe Diem.
Saturday, March 31, 2007
Olha
Que um dia eu sonhei pra mim
A cabeça cheia de problemas
Não me importo, eu gosto mesmo assim
Tem os olhos cheios de esperança
De uma cor que mais ninguém possui
Me traz meu passado e as lembranças
Coisas que eu quis ser e não fui
Olha você vive tão distante
Muito além do que eu posso ter
E eu que sempre fui tão inconstante
Te juro, meu amor, agora é pra valer
Olha, vem comigo aonde eu for
Seja minha amante, meu amor
Vem seguir comigo o meu caminho
E viver a vida só de amor
Saturday, March 24, 2007
Enquanto isso...
O tempo está passando tão depressa. A vida parece estar acelerada e, há momentos que são como curtos relâmpagos. No meio dessa confusão toda, dos dias passando, das horas perdidas entre os ponteiros dos relógios, nem sei se eu estou aproveitando tudo, vivendo tudo. Tudo anda tão rápido. Queria poder congelar certos momentos e vivê-los mais intensamente.
Dedico a música a seguir para todas as pessoas que, assim como eu, sentem a vida correr.
Enquanto Isso
Os que levantaram para trabalhar
No alvorecer que foi surgindo.
Sunday, March 18, 2007
Dentro da poesia, tenho uma atração maior pelos sonetos, ou seja, pequenos poemas compostos por catorze versos, distribuídos em dois quartetos e dois tercetos. E é justamente essa forma um tanto quanto compacta e breve de se fazer poesia que me atrai nos sonetos. De Camões a Vinícius de Moraes: Sonetos!
Soneto de Fidelidade
(Vinícius de Moraes)
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Sunday, March 11, 2007
Esse fulano chamado amor...
Saturday, March 10, 2007
From my heart...
Conto dos meus dias
Acho que estou na companhia do livro certo para o meu momento, afinal, tenho vivido dias cativantes. Repletos de problemas, decisões, questões pendentes, mas apesar de tudo isso, dias de paixão e felicidade. E chega a ser um pouco curioso como de repente alguma coisa acontece e faz mudar a forma como você sente o mundo, como você se sente em relação ao mundo e até mesmo a forma como você sente a si mesmo. Acaso? Não acredito na existência do acaso. A palavra é até bonitinha, mas, para mim, na vida tudo tem sua razão de ser e vários outros fatos aconteceram para que algo acontecesse em sua vida. E tudo, tudo mesmo, traz consigo um propósito. E para enxergar o propósito, devemos considerar as oportunidades de tentar e de se permitir.
Paciência
Paciência
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora, vou na valsa
A vida é tão raraEnquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára (a vida não pára não)
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára (a vida não pára não... a vida não pára)
Sunday, March 04, 2007
Saturday, March 03, 2007
Um sentir
Quando seus olhos enxergarem os meus
Quando seu desejo encontrar o meu
Quando nossos corpos se tornarem um só
Eu sempre estarei
Tu sempre estarás
Nós estaremos sempre um para o outro
E de algum ou de todos os modos seremos sempre
Um do outro!
José Moacir Júnior
Março/2007.
Outono
E o outono vai pedir seu espaço, cobrar seu tempo. Estaremos todos aqui, num vai-e-vem de folhas secas. Estaremos todos aqui com o outono verdadeiro. E também estaremos para sempre com o outono de nossos corações".
Thursday, March 01, 2007
Vida minha de cada paradoxo
Também a vida anda me revelando surpresas. Algo inusitado acontece e desmancha fatos passados. Algo passado se desmancha para o inusitado acontecer. A vida chega em círculos e eu tento acompanhar. Por mais difícil que seja eu tento receber o que ela traz e buscar respostas das infinitas dúvidas que só se renovam a cada dia. A vida em círculo, girando sem parar. Parece uma roda-gigante. Certas vezes eu sinto tonturas e muito medo de cair. Mas estaria a vida valendo a pena se eu não sentisse as tonturas?
Amo o significado do substantivo abstrato sinceridade. Busco-o com unhas e dentes. Busco respostas completas e não meias-palavras. Quem gosta de verdade não oferece meias-palavras. Embora seja impossível afirmar que há sinceridade em todas as coisas, eu dou importância ao que está completo, pois o completo tem mais chances de ser o sincero. Posso estar errado? Posso. O ser humano é passível de erros.
Além da sinceridade, também respeito o que meu coração sente. Ah, coração traiçoeiro! Algumas vezes decide sentir o que é mais complexo e incerto; outras, sente o que é mais misturado, deixando para o tempo a difícil tarefa de mostrar a verdade e desvendar os segredos. Talvez seja nesse momento em que a razão deva entrar em ação para segurar a lógica das coisas. Isso é complexo. Alguém me disse que as coisas são complexas.
Por fim, deixo as complexidades de lado e digo que estou em paz com meu eu. E estou forte e seguro, mesmo que tudo queira me deixar fraco e inseguro. E não acredito em acaso, pois tudo tem um propósito ao qual só os dias podem dar uma definição.
Sunday, February 04, 2007
O tempo nosso de cada dia
E o tempo passa. Passa rápido! De toda essa rapidez, surge a intensa necessidade de aproveitar tudo. Tirar o sumo de tudo o que acontecer em sua vida. Ir fundo, aprender, crescer, evoluir como ser humano. Acredito que hoje em dia, a velocidade não nos deixa baixar a cabeça, não nos deixa ficar escondidos atrás de máscaras que estão longe de expressar nossos reais desejos. E é por tudo isso que estou erguendo minha cabeça e arrancando as máscaras. Isso me tornará melhor ou pior? Não sei responder. No fundo, nem quero saber. Quero viver intensamente todos os rápidos dias de minha vida. Beleza, juventude: tudo isso acaba. O que fica mesmo são as lembranças.
E só para encerrar, lembrei-me que muitas pessoas ao meu redor estão apaixonadas. Lembrei-me também que eu preciso me apaixonar de novo, e, essa paixão precisa ser verdadeira e recíproca.
“Os dias passam e ninguém quer estar sozinho”.
Tuesday, January 23, 2007
Diário de Viagem
Manhã de quinta-feira, sol forte e muita disposição, ou seja, ótima receita para ir à praia. A praia de Ponta Negra foi o nosso destino. E preciso dizer: “que praia!”. Tudo muito organizado e um cenário composto por pessoas bonitas, muitos turistas e, principalmente, por um mar belíssimo. Um dia maravilhoso que foi encerrado com mais uma volta pela cidade com direito a visitas a pontos estratégicos.
Na sexta-feira, fui à praia sozinho enquanto Marcelo resolvia alguns problemas e, mesmo não gostando da idéia de ficar sozinho na praia, me diverti bastante. Durante minha caminhada pela areia pude apreciar a vista extremamente maravilhosa. Também conheci um grupo de italianos que estava curtindo as férias no local. E entre boas conversas, muita caminhada e uma pausa para a água de coco, a tarde foi se despedindo. A noite que chegou, a primeira do fim de semana, prometia. Com muito entusiasmo e expectativa, fui conferir o que há de bom na noite potiguar. E há, de fato, muita coisa boa! Várias opções na intenção de agradar a todos os públicos. Não preciso nem falar que a noite foi maravilhosa e que só terminou quando o sol pôs seus primeiros raios no céu.
O dia seguinte veio preguiçoso, afinal, a noite anterior tinha durado. Mas a viagem não podia parar e um bom passeio vespertino na praia do Meio foi o que Marcelo e eu escolhemos. Não demoramos muito por lá. Voltamos para casa e aproveitamos um pouco o ato de não fazer nada, o que nos distraiu bastante. Resultado: já eram quase duas da manhã quando saímos. Mas isso não foi problema, a noite de sábado também foi muito agradável e estávamos em casa quando o dia amanheceu.
Após duas noitadas seguidas, nós estávamos realmente exaustos. A solução foi utilizar a manhã de domingo para repousar e recarregar as nossas forças. À tarde, fomos mais uma vez à praia de Ponta Negra e, à noite, mais uma vez à farra. Mas antes da farra, uma passadinha em uma lanchonete para matar a fome.
A noite de domingo terminou cedo em relação às de sexta-feira e sábado: três da manhã. Terminou com a noite de domingo também a minha viagem a Natal. Já sentindo imensa saudade dos dias de férias e muita diversão, entrei no ônibus, guardei as recordações, fechei o diário e voltei para João Pessoa, muito animado e pronto para encarar o ano que semana que vem começa para valer.
Sunday, January 21, 2007
Como suspiros
José Moacir Júnior
Saturday, January 20, 2007
Um buraco comum
Pois é. Acreditar em alguém é um ato muito perigoso que pode te levar à felicidade (quando esse alguém se comporta da maneira ideal para sua confiança), ou à pior das dores, das angústias (quando esse alguém põe no chão toda confiança por você depositada). E, independente do tipo de relação que você tem com alguém, a decepção vai ser sempre a decepção, vai sempre lhe fazer mal e lhe machucar profundamente. Amigos, amantes, namorado (a), marido/mulher, familiares... A decepção é a mesma. Pode até ser que doa de formas diferentes, uma vez que nenhuma dor é igual a outra e também individual, ou seja, só conhece sua dor quem de fato a sente.
Já vivi decepções de todos os tipos. Mentiras, traições, omissões. Já chorei muitas lágrimas por todas elas. Muitas mesmo. Tanto que não há mais água na fonte geradora da lágrima. Está tudo seco. E acho difícil que as flores continuem a brotar nesse solo seco no qual meu coração vem se transformando.
Nem queria puxar o assunto para a primeira pessoa, mas foi inevitável. Minha real intenção era expressar minha visão sobre decepção.
De Mais Ninguém
Composição: Marisa Monte/ Arnaldo Antunes
Se ela me deixou, a dor,
É minha só, não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dó
Eu tenho a minha dor
Se ela preferiu ficar sozinha,
Ou já tem um outro bem
Se ela me deixou,
A dor é minha,
A dor é de quem tem
É meu troféu, é o que restou
É o que me aquece sem me dar calor
Se eu não tenho o meu amor,
Eu tenho a minha dor
A sala, o quarto,
A casa está vazia.
A cozinha, o corredor.
Se nos meus braços,
Ela não se aninha,
A dor é minha, a dor.
Se ela me deixou, a dor,
É minha só, não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dó
Eu tenho a minha dor
Se ela preferiu ficar sozinha,
Ou já tem um outro bem
Se ela me deixou,
A dor é minha,
A dor é de quem tem
É o meu lençol, é o cobertor
É o que me aquece sem me dar calor
Se eu não tenho o meu amor,
Eu tenho a minha dor
A sala, o quarto,
A casa está vazia.
A cozinha, o corredor.
Se nos meus braços,
Ela não se aninha,
A dor é minha, a dor.
Thursday, January 18, 2007
Sem ponto final
Até agora, todos os dias tiveram o seu algo especial. Tudo que fiz, fiz por desejo próprio. Algumas coisas já estão guardadas e eu, certamente, irei lembrar delas lá no 365º dia do ano. Já atingi alguns de meus anseios para esse ano e caminho firme, na crença de que os outros hão de estar em alguma curva desses dias que se aproximam com a leveza de uma brisa e com a dureza de uma rocha. E, prometo a mim mesmo que optarei pela leveza e não deixarei a minha rocha íntima petrificar-se.
E não quero mais saber daquele amor perdido, vazio e sem solução. Não tenho mais tantos medos e indecisões, portanto, digo adeus a esse amor que teme e se esconde por traz de máscaras. Quero o amor que vier. Quero a pessoa certa, porém, se a certa não vier, vou me diverti com as erradas. Como minha amiga Thatyana costuma dizer: “eu não sou Sandy!”.
Friday, January 12, 2007
Absorto pelo Universo Particular
Após anos de espera, fui assistir a um show da Marisa Monte, que passou por aqui com sua turnê Universo Particular. Posso garantir que vivi momentos de muita emoção. Do início do show, ao ouvir a música Infinito Particular, ao fim, com a música Amor I love you. Sem esquecer é claro de todas as músicas, clássicas, do projeto Tribalistas ou dos novos álbuns, cantadas ao longo das quase duas horas de apresentação.
Sobre a inclusão de músicas dos Tribalistas no repertório só posso dizer que foi magnífico, pois, infelizmente, Arnaldo, Carlinhos e Marisa não puseram os pés na estrada durante a divulgação do trabalho.
Tornando mais íntimas as impressões, eu posso afirmar que as músicas: Dança da Solidão, Beija Eu, Até Parece e Já sei Namorar foram as que mais me emocionaram. Arrepiei-me por completo e meu coração bateu mais forte. E fiquei também maravilhado com o número de pessoas que compareceram. Também, usando um pouco das palavras da estrela da noite, com a comunhão de tantas pessoas diferentes. E que comunhão!
Acho que só ficou faltando Bem que se quis e a nova O Bonde do Dom, mas fica para a próxima.
Até Parece
(Marisa Monte, Dadi, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown)
Até parece
O que passou
Não faz assim
Não faz de conta que não pensa
Em outra chance para nós dois
Olha pra mim
Não me torture, não simule
Não me cure de você
Deixa o amanhã dizer
Deixa o amanhã dizer
Sunday, January 07, 2007
Para não precisar descrever
Como disse, amo música e não estou nem aí para gêneros, assim, não pensem que quero assumir uma personalidade feminina ao dizer as seguintes palavras:
Nua
Ana Carolina
Olho a cidade ao redor
E nada me interessa
Eu finjo ter calma
A solidão me apressa
Tantos caminhos sem fim
De onde você não vem
Meu coração na curva
Batendo a mais de cem
Eu vou sair nessas horas de confusão
Gritando seu nome entre os carros que vêm e vão
Quem sabe então assim
Você repara em mim
Corro de te esperar
De nunca te esquecer
As estrelas me encontram
Antes de anoitecer
Olho a cidade ao redor
Eu nunca volto atrás
Já não escondo a pressa
Já me escondi demais
Eu vou contar pra todo mundo
Eu vou pichar sua rua
Vou bater na sua porta de noite
Completamente nua
Quem sabe então assim
Você repara em mim
Será que você um dia vai reparar em mim? Será que você já reparou?
Monday, January 01, 2007
10 anseios para o ano novo.
1. Show de Marisa Monte, no dia 11 de janeiro. Nossa, foram anos de espera e mal posso controlar minha ansiedade. Só faltam dez dias. Que venha o Universo ao meu redor e o Infinito particular.
2. Um emprego de verdade, seguro, no qual eu possa m realizar.
3. Continuar lutando para ser feliz.
4. Ter mais força e disposição para vencer os obstáculos.
5. Viver um amor real, sem idealizações. Nada de amores platônicos. Não os agüento mais.
6. Saúde e paz, para mim e para todos que amo.
7. Sexo, hehehe!
8. Baladas e diversão.
9. Quietude e descanso.
10. SUCESSO.
2007
Sem dúvida alguma, esse dia poderia ser o mais indicado para fazer milhões de promessas, planos... Poderia prometer mudanças a mim mesmo e a todo infinito que m rodeia. Mas até que ponto seriam válidas tantas palavras? Assim, prefiro deixar que venham esses 365 dias, que sejam agradáveis e plenos: é tudo o que espero. Que deles surja um ‘true love’!
Para mim, para você, para cada flor que brote nos jardins dessa vida deveras louca, para o universo:
FELIZ ANO NOVO!
HAPPY NEW YEAR!
Saturday, December 23, 2006
Merry Christmas!!!
Apesar de tudo isso, quero desejar um ótimo Natal para todos os meus amigos, para a minha família e também para as pessoas que de uma forma ou de outra estão se fazendo presentes na minha vida.
Mary Cristo
(Tribalistas)
Já nasceu o Deus menino
E as vaquinhas vão mugindo
Blim blom, blim blom
Blim blom nylon
Mary, Mary, Mary Cristo
Cristo,Cristo, Mary, Mary
Esta noite olham por nós
Anjos cantam de lá do céu
Carneirinho me dá lã, mé
Passarinhos de manhã, né
Cantam
Tudo tão bom
Papai Noel
Momo do céu.
Saturday, December 16, 2006
Para Andressa
Feliz Aniversário, minha amável, bela e doce amiga.
Kiss me
Kiss Me
- Sixpence None The Richer -
Kiss me out of the bearded barley
Nightly, beside the green, green grass
Swing, swing,(swing, swing) swing the spinning step
You wear those shoes and I will wear that dress
Oh, kiss me beneath the milky twilight
Lead me out on the moonlit floor
Lift up your open hand
Strike up the band and make the fireflies dance
Silver moon's sparkling
So kiss me
Kiss me (kiss me) down by the broken tree house
Swing me (swing me) upon it's hanging tire
Bring, bring,(bring, bring) bring your flowered hat
We'll take the trail marked on your father's map
Oh, kiss me beneath the milky twilight
Lead me out on the moonlit floor
Lift your open hand
Strike up the band and make the fireflies dance
Silver moon's sparkling
So kiss me
Kiss me beneath the milky twilight
Lead me out on the moonlit floor
Lift your open hand
Strike up the band and make the fireflies dance
Silver moon's sparkling
So kiss me
So kiss me...
Na dança da solidão
Tenho a prova da minha íntima desordem toda vez que saio sozinho, principalmnet quando vou ao cinema sozinho. É duro não ter com quem comentar o filme quando este acaba. É duro não ter aquela companhia que vai se sentar com você numa mesa para um jantar, um lanche, para o que quer que seja. A solidão acaba destruindo o bom do passeio. É lógico que, às vezes eu curto muito sair sozinho, mas isso é para quando eu não estou sozinho.
E a boca? Seca, ansiosa por um beijo. E as mãos? Geladas a esperar outras mãos para com elas se entrelaçar. E o corpo? Trêmulo, desejando unir-se a outro. E a alma? Fria, apenas. E o coração? Haha!, eu queria saber explicar.
Tem alguém aí? Alguém, por favor, me escute?
“Se há alguém no ar, responda se eu chamar”.
Estou cheio de ter que lidar com esses meus momentos de solidão (que de fato são constantes). Não sei estar sozinho, não sei lidar com isso e foda-se quem achar que eu estou errado, quem achar que eu condiciono estar bem a estar com alguém.
Sunday, November 19, 2006
Domingo Contemporâneo
Contudo, apesar de ter sido muito trabalhoso, esse seminário me pôs em contanto com a poesia de Frederico Barbosa que no geral é de ótima qualidade - preciso reconhecer isto mesmo não tendo amado todas as poesias dele.
Aqui vai uma das que mais gostei:
Blue Moon
sua voz sussurra suave e viva
sob o som blue das incertas
sílabas suas soltas certas
na noite doce e lenta,
envolve-me
beija-me quente sua visão
na nossa pele essa sorte
de instante forte
perfeito
nesse sonho cristalino
(brando)
nosso vinho
(branco)
vai se espelhando.
Frederico Barbosa.In: Rarefato. São Paulo: Iluminuras, 1990.
Wednesday, November 15, 2006
We are always beginning
“Nothing takes the past away like the future, nothing makes the darkness go like the light, you’re shelter from the storm, give me comfort in your arms.” Madonna (Nothing really matters)
Hoje também foi um dia complicado. Eu odeio despedidas, elas me machucam muito. Ninguém morreu!!! Mas você sente quando alguém de quem você gosta muito vai para outro lugar. Para mim, é um tanto quanto dolorosa a constatação da saudade que deve vir com o passar dos dias.
É por não gostar de despedidas que vou parar por aqui. Espero de coração que tudo dê certo e que um novo horizonte se abra à tua frente.
“Lights will guide you home, and ignite your bones, and I will try to fix you.” Coldplay (Fix you)
Sunday, November 12, 2006
Just this!
O mar, então... nem se fala! Quando eu estava no mar, procurando relaxar, pude dar uma olhada rápida e caçar “colírios” para limpar a minha vista. Pude relaxar o corpo e entrar em contato com meu eu. Pude revigorar minha mente. E também pensar, lembrar, sentir saudade... Pude lembrar do sonho que tive ontem à noite. Sonhei com o amor que eu quero que chegue, o amor que estou esperando. Um sonho tão puro e tão real! Melhor lembrança para ter no meio daquele mar, de água tão cristalina, impossível!
Só espero, do fundo do meu coração, que essa semana que se inicia prossiga e termine tão bem quanto começou.
Lá no mar, também lembrei dessa música:
Yellow – (Coldplay)
Look at the stars,
* Só mais uma coisa: no post de ontem onde tem ouça, leia-se ousa!
Saturday, November 11, 2006
Mais um na multidão
E quente também está o meu estado emocional. Sinto com se eu estivesse vivendo à beira de um colapso. É muito ruim me sentir assim. Dói. E dói mais ainda ver que as pessoas que, supostamente, deveriam me entender e me dar apoio agem como se não estivessem nem aí para o meu cansaço, meus problemas. Agem como se eu fosse uma máquina. Uma máquina que não tem sentimentos, tem apenas o dever de funcionar e pronto. Tudo que eu queria era ser mais compreendido pelo mundo ao meu redor. Queria ouvir um “bom dia!” que não fosse automático.Queria receber um abraço verdadeiro e carinhoso ao fim do dia. Queria ter um colo pra colocar minha cabeça e deixá-la descansar. Queria alguém para cuidar um pouco de mim. Posso até estar sendo mimado, mas eu queria alguém para fazer as coisas para mim, como quando eu era criança. Sinto-me tão só, tão carente, tão desprotegido. Sinto-me tão “clichê” por estar sempre usando esse mesmo enunciado. Porém, não posso evitar, pois esta é a verdade. A minha verdade do momento atual. Cruel, não?
Pergunto-me agora o que eu posso fazer para dar um jeito nisso tudo. O quê? Não há nada a fazer. Só esperar e tentar enganar a vida rotineira que ouça em querer me trapacear. E, como diria minha grande amiga Eveline (da qual eu estou sentindo muito falta e tenho me lembrado todos os dias): “A vida é isso!”. E como eu mesmo digo: “Viver dói; dói do âmago à pele!”.
Só para encerrar, já que citei Eveline, vou anotar umas coisas para algumas pessoas que considero muito especiais. Algumas não estarão na lista, mas não são menos especiais.
Áurea: Precisamos comer algo gostoso essa semana.
Íris: Amiga ingrata, veja se aparece.
Leandro: Embora não nos falemos muito, gosto demais de você.
Andressa: Minha best linda! Sem você as minhas semanas seriam ainda pior.
Jamylle: You bring light to my Saturdays.
Márcio: Recife deve estar muito quente, não é?
Lhéo: Aconteça o que acontecer, sempre verei você como alguém que consegue me divertir. (Não que você seja um palhaço, é claro!).
Írisjoanna: Por favor, não me dê trabalho essa semana.
Mum and Dad: Tentem ser mais compreensivos comigo. Vocês são muito frios. Isso é assustador.
Sunday, October 29, 2006
Como se gritar bastasse
Os meus dias têm sido tão exaustivos! São muitas coisas para fazer em um tempo que é curto. Em um tempo que corre de uma maneira que não consigo definir. Em um tempo que mesmo acelerado ainda me permite sentir minhas feridas. Eu não sei quando isso vai passar, só sei que tudo isso me traz muita dor. Estou só, me sentindo desesperadamente só, desprotegido. Queria apenas uma dose de carinho, um gole de proteção. Queria apenas um abraço, carregado de verdade, no fim do dia.
Além de tudo, sinto tanto sono e talvez este estado de sonolência possa ser uma arma contra meus abismos íntimos. Eu simplesmente não sei!
Fogo...
Para fazer meu corpo queimar
De desejo, eu digo.
Fogo...
Para fazer meus sentidos quererem voar.
Fogo...
Para deixar meu corpo molhado
De suor, e mais nada.
Fogo...
Para aquecer minha alma
Para adormecer minha fera
Para controlar meus instintos
Para, no fim, apagar as minhas chamas.
(José Moacir Júnior)
29 de outubro de 2006
Saturday, October 21, 2006
Rosas despedaçadas
Sinto o cheiro das rosas despedaçadas. Sinto a brisa, ora suave, ora morna. Eu sinto. Eu sinto muito por tudo, não deveria ter sido assim. Mas, por que você não me disse? Havia tanta coisa pra dizer, e, no entanto, você calou. Entendo, eu também calei. E o silêncio nos separou, o silêncio machucou, fez sangrar, matou.Ainda sinto o seu cheiro nas minhas narinas. Sinto o gosto do seu beijo molhado. Foi pouco, durou pouco, talvez nem tenha existido, mas para o meu corpo (e de certa forma, também para a minha alma) foi intenso demais. Foi tão profundo que sou capaz de sentir o seu cheiro pelo ar, por entre as pessoas. Sou capaz de sentir seu cheiro até mesmo quando ele não está ali. Por que não pôde ser?
Talvez a vida tenha me enganado mais uma vez. Talvez não fosse para ser. Talvez não fosse nem para eu sentir, mas eu sinto e, nada posso fazer para evitar isto. Eu simplesmente sinto.
Não pedirei para você voltar. Não falarei nada, pois as palavras são um lugar inseguro e incerto. Tenho medo de perder-me entre elas. Tenho medo de perder de novo, afinal, não se pode perder duas vezes a mesma coisa. Só se pode sentir, e mais nada.
Saturday, October 14, 2006
A inspiração
Escrever dói. É como viver, pois "viver dói; dói do âmago à pele". Escrever em alguns momentos é uma tarefa muito dura e penosa. Mas, por que eu estou a escrever todas essas besteiras aqui, se o que quero dizer é que estou sem inspiração? (Na verdade me veio em mente uma idéia, mas infelizmente não vai ser nada “flabergasting” se eu escrever aqui!).
Mas, serve uma canção?
Final feliz (Jorge Vercilo)
Chega de fingir
Agora é pra valer haja o que houver
Não tô nem aí
Eu não tô nem aqui pr´o que dizem
Eu quero ser feliz e viver pra ti
Pode me abraçar sem medo
Pode encostar sua mão na minha
Meu amor,deixa o tempo se arrastar sem fim
Meu amor não há mal nenhum gostar assim
Oh, meu bem acredite no final feliz
Meu amor, oh, meu amor!
Thursday, October 12, 2006
Conversa com o espelho em uma noite desesperada
Sou apenas mais um na multidão. Eu sei! Sou um jovem homem que por muitas vezes se perde, que por muitas vezes esquece de pôr o pé no freio na hora de fazer uma curva. Sou um jovem homem que algumas (poucas) pessoas chamam de “Coração”! Sou um jovem homem, estudante de Letras. Professor ou ascendente a?
Por falar em professor, será que meus alunos particulares gostam de mim? Espero que gostem. Eu me esforço, mas... Bem, ainda falando sobre professores, eu sou um jovem homem que é aluno de quatro excelentes professores na Universidade Federal da Paraíba. Ah, também tenho uma professora maravilhosa que alegra as minhas manhãs de sábado.
Falei a palavra sábado? Falei. Eu queria saber o que eu vou fazer no próximo sábado, mas, infelizmente, a gangorra da vida não permite tal cogitação.
E por falar em cogitação, vou continuar cogitando quem sou eu. Sou eu um jovem homem apaixonado? Sou eu apaixonante? Sou sensual? Provocante? Gostoso?
Não precisa responder. De que me importa a respostas dessas perguntas se a vida nunca me permite ficar no topo da gangorra?
Sunday, October 08, 2006
Infinito particular
Parece que tem alguém tocando a campainha! Que ótimo!
Sinta-se à vontade, mas só não se perca ao entrar no meu infinito particular.
Infinito Particular (Marisa Monte)
Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui e não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta-bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Thursday, September 21, 2006
Cor
O teu infinito,
O teu íntimo.
O íntimo que está ligeiramente expresso na cor dos teus cabelos,
Que está na tua pele,
Que está no teu todo.
E, é a cor do teu cabelo que te define,
Que me faz buscar a cor do teu olhar,
Pois a cor do teu cabelo afirma que tu és tu.
E tu,
Com a cor do teu cabelo,
Me fazes querer fundir as nossas cores,
Agora, a cor de nossos corpos.
José Moacir Júnior
20 de setembro de 2006.
Saturday, September 09, 2006
11 de Setembro
E a dor se alastra como uma nuvem de fumaça que cobre o céu de uma cidade. A cidade do coração. A dor propicia a instantânea imobilidade. Propicia a falta: de sentido, de verdade. Falta de “eu”. A dor é severa, mais ainda que homens-bomba.
E é o amor o terrorista. É o amor que causa esse onze de setembro, frio e nebuloso. É ele que machuca, que faz sangrar, que mata – ilusões – e que parte em milhões de pedaços o pobre coração.
Vivi hoje um onze de setembro. Até tive as ameaças anteriores. Um ataque no mais puro sentindo da palavra. Não foi o primeiro, mas doeu como se fosse. Não foi o último, infelizmente outros hão de vir. Meu onze de setembro foi ‘blond’!
"Sempre sentira que era muito, muito perigoso viver; por um só dia que fosse" (Virginia Woolf)


