Thursday, November 01, 2007
Desabafo
Friday, October 26, 2007
O lado da poesia
NÃO TE AMO
Não te amo, quero-te: o amar vem d'alma.
E eu n'alma tenho a calma,
A calma do jazigo.
Ai! não te amo, não.
Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida nem sentida
A trago eu já comigo.
Ai, não te amo, não!
Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.
Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?
E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.
E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar!... não te amo, não.
Almeida Garrett
Thursday, October 25, 2007
Minhas palavras
Não sei o que há de errado, não entendo o porquê de eu estar me sentindo assim nestes últimos dias; meio deprimido, triste. Sinceramente não sei o que está acontecendo, ou talvez eu até saiba, mas não queira sentir nem encarar isto. Talvez eu nem tenha certeza se é o que pode ser.
A vida bem que podia ser mais regular, mais lógica. Eu bem que queria ser um alguém estável. É normal que um sentimento de angústia ou de leve dor se abaterem sobre a segurança e a tranquilidade? Pseudo-tranquilidade! Pseudo-segurança!
Acho que não devo reclamar quando alguém não me entender, e, devo isto ao simples fato de que eu também não me entendo.
Wednesday, October 24, 2007
Não adianta: a minha coesão não existe!
O mais esquisito, no entanto, são as incertezas, o não-saber, o não-entender a si mesmo. É, algumas vezes eu simplesmente não me entendo, não consigo explicar o que sinto, nem muito menos organizar os pensamentos de forma a entendê-los melhor. Oh! Dúvidas de um leonino, de um personagem esférico com características das mais diversas. Dúvidas de um jovem homem complexo, estranho e temperamental.
Sou feliz, hoje sei que sou muito feliz. Por tudo que já conquistei, pelas poucas e boas amizades, pelo amor... Ai, amor! Sou feliz porque apesar de ser odiado por alguns que dizem que eu tenho o rei na barriga, eu sou querido por pessoas que amo muito. E quer saber, eu gosto das opiniões contraditórias, afinal, sou muito complexo para me submeter a uma só opinião.
Mas tenho dúvidas, como as tenho!!! Sinto coisas que a ninguém tenho coragem de revelar. Segredos que escondo (e procuro esconder) até de mim mesmo.
A cup of tea para desacelerar meus pensamentos...
Sunday, September 30, 2007
Questionando a fragilidade de todos os sentimentos (parte 2)
Saturday, September 29, 2007
Questionando a fragilidade de todos os sentimentos... (parte 1)
Still a little bit of your taste in my mouth
Still a little bit of you laced with my doubt
Still a little hard to say what's going on
Still a little bit of your ghost your witness
Still a little bit of your face I haven't kissed
You step a little closer each day
Still I can't SAY what's going on
Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So it's not hard to fall
When you float like a cannonball
Still a little bit of your song in my ear
Still a little bit of your words I long to hear
You step a little closer to me
So close that I can't see what's going on
Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So it's not hard to fall
When you float like a cannon
Stones taught me to fly
Love taught me to cry
So come on courage!
Teach me to be shy
'Cause it's not hard to fall
And I don't wanna scare her
It's not hard to fall
And I don't wanna lose it
It's not hard to grow
When you know that you just don't know
Thursday, September 20, 2007
What we call life
Saturday, July 07, 2007
Uma música linda
(Chico César)
Quando não tinha nada eu quis
Quando tudo era ausência esperei
Quando tive frio tremi
Quando tive coragem liguei
Quando chegou carta abri
Quando ouvi Prince dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei
Quando me chamou eu vim
Quando dei por mim tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei
Sunday, July 01, 2007
Saturday, June 30, 2007
Reflexão pós-junina
Saturday, June 16, 2007
É tudo para você...
Eu só precisava dizer que te amo e que você me faz muito feliz. Problemas, imprevistos, erros... tudo isso, ainda que ruim, existe. Mas eu quero dividir minha vida com você, eu quero lhe passar todo o amor que você trouxe para minha vida.
Eu te amo, I love you, Ich Liebe Dich!!!
Saturday, May 26, 2007
Aqui estou
Queria encontrar sempre as palavras corretas e a maneira mais sensata e harmoniosa (permito-me usar esta palavra!) de dizer, expressar meus sentimentos. Expressar, definir meu mundo de sentimentos, afinal, são tantos sentires a pairar sobre minha vida... Sou uma grande explosão, sinto tudo ao mesmo tempo e muitas vezes não consigo separar uma coisa da outra. É verdade, sou muito intenso!
E é isso!
Sunday, April 15, 2007
O ontem que segue
Soneto de Véspera
Quando chegares e eu te vir chorando
De tanto te esperar, que te direi?
E da angústia de amar-te, te esperando
Reencontrada, como te amarei?
Que beijo teu de lágrimas terei
Para esuqcer o que vivi lembrando
E que farei da antiga mágoa quando
Não puder te dizer por que chorei?
Como ocultar a sombra em mim suspensa
Pelo martírio da memória imensa
Que a distância criou - fria de vida
Imagem tua que eu compus serena
Atenta ao meu apelo e à minha pena
E que quisera nunca mais perdida...
Sunday, April 08, 2007
I hope you know...
Carpe Diem
Eu queria saber explicar, definir de uma forma bem clara o momento no qual você sente que não sabe nada. Quando você conclui que nunca soube tão pouco de si mesmo, do mundo ao seu redor, dos seus dias...
Posso começar tentando dizer que é uma sensação engraçada e que, de certo modo, traz um enorme conforto para a sua alma. Parece que o não-saber lhe faz perder o medo de arriscar e, ao fechar os olhos, você só quer saber de viver e tentar. Tentar com o melhor que você tiver. Ser o melhor que você puder, e ser o melhor nesse momento não significa ser o melhor para o mundo, mas sim, ser o melhor para você mesmo e fazer do seu momento íntimo o mais pleno possível.
Também posso resgatar o momento em que os olhos se fecham para tentar descobrir a essência do não-saber. Talvez fechar os olhos lhe faça ganhar um equilíbrio invisível. Fechar os olhos nem sempre significa escuridão...
Ainda me permito imaginar que o não-saber faz você querer cada vez mais. Querer viver para descobrir, querer sentir até a última gota. E quando se quer dessa forma, não há medo que lhe impeça, e, nessa hora, você só quer ser feliz e viver no mais literal sentindo do Carpe Diem.
Saturday, March 31, 2007
Olha
Que um dia eu sonhei pra mim
A cabeça cheia de problemas
Não me importo, eu gosto mesmo assim
Tem os olhos cheios de esperança
De uma cor que mais ninguém possui
Me traz meu passado e as lembranças
Coisas que eu quis ser e não fui
Olha você vive tão distante
Muito além do que eu posso ter
E eu que sempre fui tão inconstante
Te juro, meu amor, agora é pra valer
Olha, vem comigo aonde eu for
Seja minha amante, meu amor
Vem seguir comigo o meu caminho
E viver a vida só de amor
Saturday, March 24, 2007
Enquanto isso...
O tempo está passando tão depressa. A vida parece estar acelerada e, há momentos que são como curtos relâmpagos. No meio dessa confusão toda, dos dias passando, das horas perdidas entre os ponteiros dos relógios, nem sei se eu estou aproveitando tudo, vivendo tudo. Tudo anda tão rápido. Queria poder congelar certos momentos e vivê-los mais intensamente.
Dedico a música a seguir para todas as pessoas que, assim como eu, sentem a vida correr.
Enquanto Isso
Os que levantaram para trabalhar
No alvorecer que foi surgindo.
Sunday, March 18, 2007
Dentro da poesia, tenho uma atração maior pelos sonetos, ou seja, pequenos poemas compostos por catorze versos, distribuídos em dois quartetos e dois tercetos. E é justamente essa forma um tanto quanto compacta e breve de se fazer poesia que me atrai nos sonetos. De Camões a Vinícius de Moraes: Sonetos!
Soneto de Fidelidade
(Vinícius de Moraes)
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

