Saturday, September 09, 2006

11 de Setembro

A existência é repleta de onzes de setembro. Isso porque certos fatos invadem os nossos dias como se fossem aviões carregados de bombas. Bombas estas que explodem dentro do peito.
E a dor se alastra como uma nuvem de fumaça que cobre o céu de uma cidade. A cidade do coração. A dor propicia a instantânea imobilidade. Propicia a falta: de sentido, de verdade. Falta de “eu”. A dor é severa, mais ainda que homens-bomba.
E é o amor o terrorista. É o amor que causa esse onze de setembro, frio e nebuloso. É ele que machuca, que faz sangrar, que mata – ilusões – e que parte em milhões de pedaços o pobre coração.
Vivi hoje um onze de setembro. Até tive as ameaças anteriores. Um ataque no mais puro sentindo da palavra. Não foi o primeiro, mas doeu como se fosse. Não foi o último, infelizmente outros hão de vir. Meu onze de setembro foi ‘blond’!
"Sempre sentira que era muito, muito perigoso viver; por um só dia que fosse" (Virginia Woolf)

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