Saturday, January 05, 2008

"She said she would buy the flowers herself" (V. Woolf)

Indeed, she could buy the flowers herself. We all could buy our own flowers ourselves. But what would life be if we used to do it?
Sometimes people forget their own loneliness as if it wasn't growing inside their hearts, their minds, their souls. If she bought the flowers herself, she would feel her loneliness like never before. It'd be very hard and the pain she would feel could certainly rape the only true thing that was in her: her feelings of love. And she would die, or at least, she would think about death (as she did).
And what about him? Would he buy the flowers himself?
Not at all. He had always prefered the silly instead of the true things. And now he is further from the truth than before, which means the flowers will probably not been bought. Nor himself, nor myself... None of us will buy that big and coloured bunch of flowers. But will the flowers always be waiting in that deep vase, full of water?

Monday, December 24, 2007

Feliz Natal


Devo dizer que este ano o espírito natalino demorou muito a chegar em mim. E, a verdade é que, até agora, aquele sentimento forte, de Natal, ainda não me invadiu por completo. Mas já é noite, daqui a pouco a maioria de nós vai estar com aquelas pessoas que amamos muito e que são deveras importante para nossas vidas.

Que o Natal anuncie coisas boas, realizações, saúde, felicidade e muita paz no mundo.

Wednesday, December 05, 2007

Hello, Stranger!: A crueldade delicada de Closer


É preciso ter sensibilidade para deixar seus olhos assistirem a um filme como Closer - Perto Demais. Talvez seja preciso, antes de tudo, livrar-se de conceitos provincianos sobre o amor. Não posso afirmar ao certo o que se faz, ou não, necessário quando se estar disposto a ver esse filme, pois acho que ainda não perdi por completo o toque provinciano no que diz respeito ao amor.

Lidar com o amor de uma forma não muito escrupulosa, de fato pode aterrorizar alguns, assustar outros, chocar, ou simplesmente causar êxtase. O que é o amor? O que são as relações amorosas? De onde vem esse sentimento tido como uma espécie de combustível do mundo?

Simplesmente não sei a resposta de nenhuma das questões que lancei. O que sei é que ao ver Closer, eu me perco um pouco nos meus próprios pensamentos. Na primeira vez, achei cruel a forma como o amor estava sendo posto. Na segunda, já assistia ao filme com os olhos de quem gostou da obra (uma espécie de leitura na qual você recupera tudo o que já leu e aprimora sob uma outra visão de mundo). Hoje, terceira vez que vi o filme, eu o notei de uma maneira diferente e esperei ansioso pelas cenas que mais me comovem e que, a meu ver, traduzem mais completamento o filme.

Então, eu penso: "Como pode ser tão simples deixar de amar alguém? Como pode a verdade, dita de maneiras ferozmente reais, ser tão necessária?". Acho que tudo isso é o material do qual o filme se apropria para retratar a simplicidade (e ao mesmo tempo a naturalidade) que constitui o que para quase todos nós é tão complexo: o amor.

Monday, December 03, 2007


I don't know how to explain what I'm feeling now. Since I don't know when, things have been looking different, as if everything has changed, or even worst, as if everything has never been enough and as if all that I've been believing in has gone away. I just feel us different, or perhaps, I'm finally facing things in their really shape. I'm not saying you're not good nor you don't make me happy. I'm just asking you to take care of us for a moment, it's like a game and now... now it's your turn. Do some ordinary things that I've been asking with my little words, or with my eyes.
Despite all these bad things, all the tears and anguishing feelings, I have to tell that I've never been happier than I've been with you.
It's your turn to do something for us.
It depends on you.

Doce Segunda

Todas as segundas-feiras são meio introspectivas, difíceis... Mas hoje sinto algo mais intenso. É a dúvida, ou melhor, a incerteza. Sinto-me mais frágil do que nunca diante dos fatos, dos meus próprios sentimentos. Sinto medo desta fragilidade que sopra em mim como o vento que entra pela porta da frente, arrastando tudo.
Queria que nada disso existisse, não gosto de medos e eles sempre geram ansiedade. Queria repousar nos braços escolhidos e neles poder esquecer tudo. Talvez repousar naqueles braços impedissem tudo de existir.
Mas o que fazer?

Sunday, December 02, 2007

Pensamento

"Minhas frases são sentenças de sintaxe duvidosa".

Pouco sentido

Sinto a ausência de letras para as minha palavras. Nem tudo é pronunciável, nem tudo é sólido. Ora sinto que as coisas parecem ser como a areia, que o vento leva; ora, tudo parece ser constituído pelo metal mais rígido. São os sentimentos que estão aflorados... Bons ou ruins, eles estão permeado meu corpo, minhas veias, minha alma.
Alguns, de fato, fazem-me sangrar e os gritos são inevitáveis. São gritos de dor que se alastram pelo vácuo silenciado. São gritos que ecoam, mas que sempre voltam para mim. É, alguns sentimentos são apenas grito no silêncio.
Tudo, agora, faz pouco sentido.

Thursday, November 01, 2007

Desabafo

Para tudo na vida há sempre os dois lados da moeda. Há sempre o bom e o ruim. Mas quando o bom começa a se perder em angústias e sentimentos de solidão que não deveriam existir?
Ouvi um desabafo de alguém que se sente falta de companhia, pois está sozinha faz uns meses. Retruquei prontamente: "pior é sentir-se só quando não se está só".
Tenho pensando muito em minha vida, no amor. Tenho pesado muito para saber até onde vale a pena. O cruel é saber que quando você gosta você se permite esperar, acreditar, sonhar... Não é simples como deveria ser, é como se você perdesse o controle de si mesmo e não pudesse mais mandar no seu corpo, na sua mente, nas suas palavras.
A verdade é que estou me sentindo muito sozinho. Aliás, estou provando de uma solidão nunca antes experimentada. E posso dizer com muita certeza: essa é bem pior!
Eu amo, amo de verdade; mas estou vendo a confiança e o companherismo se esvair. E ouçam, nada vai fazer meu sentimento mudar, pois só quem sabe dele sou eu e ele, o sentimento, é só meu.
Não sei porque eu ainda me importo. Anormal seria se acontecesse da forma como eu desejo. Não está em minhas mãos, nunca esteve. Mas eu estou querendo colocar a minha tranqüilidade em minhas mãos....
Estou cansado.

Friday, October 26, 2007

O lado da poesia

Poesia pra mim, só sendo muito bonita e intensa...

NÃO TE AMO

Não te amo, quero-te: o amar vem d'alma.
E eu n'alma tenho a calma,
A calma do jazigo.
Ai! não te amo, não.

Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida nem sentida
A trago eu já comigo.
Ai, não te amo, não!

Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.

Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?

E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.

E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar!... não te amo, não.

Almeida Garrett

Thursday, October 25, 2007

Minhas palavras

"I don't know what is happening these days. Ok, perhaps I know, but I just don't want to feel it, to face it".
Não sei o que há de errado, não entendo o porquê de eu estar me sentindo assim nestes últimos dias; meio deprimido, triste. Sinceramente não sei o que está acontecendo, ou talvez eu até saiba, mas não queira sentir nem encarar isto. Talvez eu nem tenha certeza se é o que pode ser.
A vida bem que podia ser mais regular, mais lógica. Eu bem que queria ser um alguém estável. É normal que um sentimento de angústia ou de leve dor se abaterem sobre a segurança e a tranquilidade? Pseudo-tranquilidade! Pseudo-segurança!
Acho que não devo reclamar quando alguém não me entender, e, devo isto ao simples fato de que eu também não me entendo.

Wednesday, October 24, 2007

Não adianta: a minha coesão não existe!

Ligeiramente introspectivo, fico pensando na minha vida. Penso no que tenho feito, no que desejo fazer. Penso no trabalho, nos objetivos. Penso nos meus sentimentos. Penso. Parece que a mente está ligada a mais de mil volts.
O mais esquisito, no entanto, são as incertezas, o não-saber, o não-entender a si mesmo. É, algumas vezes eu simplesmente não me entendo, não consigo explicar o que sinto, nem muito menos organizar os pensamentos de forma a entendê-los melhor. Oh! Dúvidas de um leonino, de um personagem esférico com características das mais diversas. Dúvidas de um jovem homem complexo, estranho e temperamental.
Sou feliz, hoje sei que sou muito feliz. Por tudo que já conquistei, pelas poucas e boas amizades, pelo amor... Ai, amor! Sou feliz porque apesar de ser odiado por alguns que dizem que eu tenho o rei na barriga, eu sou querido por pessoas que amo muito. E quer saber, eu gosto das opiniões contraditórias, afinal, sou muito complexo para me submeter a uma só opinião.
Mas tenho dúvidas, como as tenho!!! Sinto coisas que a ninguém tenho coragem de revelar. Segredos que escondo (e procuro esconder) até de mim mesmo.
A cup of tea para desacelerar meus pensamentos...

Sunday, September 30, 2007

Questionando a fragilidade de todos os sentimentos (parte 2)

Eu simplesmente não sei sentir. Para mim, é a pior coisa com a qual o ser humano precisa lidar.
Oh, vida! Vem aí uma bela fase de produção, uma bela fase de inspiração para escrever. E escreverei, pois as palavras escritas são o alívio para a dor d'alma. Cada letra é uma lágrima, o texto... O texto é a dor sentida.
Mas confesso: se para escrever preciso sentir essa dor, não queria ter nunca mais inspiração.

Saturday, September 29, 2007

Questionando a fragilidade de todos os sentimentos... (parte 1)

Quando tudo o que resta é o brilho da lua cobrindo todos os sentimentos que estão se "palavriando"... Quando todas as palavras que virão são promessas daquelas que nos escorrem pela face amarrotada.
Cannonball (Damien Rice)

Still a little bit of your taste in my mouth
Still a little bit of you laced with my doubt
Still a little hard to say what's going on

Still a little bit of your ghost your witness
Still a little bit of your face I haven't kissed
You step a little closer each day
Still I can't SAY what's going on

Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So it's not hard to fall
When you float like a cannonball

Still a little bit of your song in my ear
Still a little bit of your words I long to hear
You step a little closer to me
So close that I can't see what's going on

Stones taught me to fly
Love taught me to lie
Life taught me to die
So it's not hard to fall
When you float like a cannon

Stones taught me to fly
Love taught me to cry
So come on courage!
Teach me to be shy
'Cause it's not hard to fall
And I don't wanna scare her
It's not hard to fall
And I don't wanna lose it
It's not hard to grow
When you know that you just don't know

Thursday, September 20, 2007

What we call life

O pequeno garotinho andou sumido de seus paradoxos...
O tempo passando e nada de haver uma inspiração, um desejo forte e, acima de tudo eficaz, de escrever. Talvez o menininho já não seja o mesmo garotinho de algum (pouco) tempo atrás. A vida corre, os dias passam deixando ligeiras marcas sobre tudo aquilo que por seu vento é tocado. Alguns sobrevivem e assustadoramente suportam a cólera do dia-a-dia. O pequeno jovem simplesmente não consegue.
É por não saber se conformar com a rotina que este menino corre para viver sua vida, faz suas muitas coisas tentando deixá-las da melhor maneira possível.
E o amor... Este menino sempre sente muito amor e, este tão banalizado sentimento é o combustível pra toda a velocidade deste pequeno filho, que também é neto; e é primo, sobrinho, aluno, professor, pesquisador, amigo, namorado... A vida deste menino mudou muito nos últimos tempos, mudou tanto que ele se emociona muito quando pára pra refletir sobre a verdadeira metamorfose pela qual a sua vida passou.
Mas o bom de tudo isso é que esse menino está realizado e muito feliz, mesmo que a felicidade seja um disfarce achado pela falta de tempo.

Saturday, July 07, 2007

Uma música linda

À primeira vista
(Chico César)

Quando não tinha nada eu quis
Quando tudo era ausência esperei
Quando tive frio tremi
Quando tive coragem liguei

Quando chegou carta abri
Quando ouvi Prince dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei

Quando me chamou eu vim
Quando dei por mim tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei

Sunday, July 01, 2007

Eu queria ser um pássaro, ou pelo menos ter asas para voar
Eu queria ser uma estrela, ou pelo menos ter um céu seguro no qual brilhar
Eu queria ser o mar, ou pelo menos uma bela onda
Eu queria ser mais, muito mais, pois o ser é algo muito difícil.

Saturday, June 30, 2007

Reflexão pós-junina

Eu tenho me perguntado o porquê dos dias estarem passando tão depressa... Daqui a pouco o ano termina e, é incrível como nós vimos os segundos, os minutos, as horas correrem.
Não posso reclamar de nada, sou o tipo de pessoa que gosta de ver o tempo passar - pelo menos na maioria das vezes -, pois há sempre aqueles momentos que nos fazem querer congelar o tempo. Há sempre aquele alguém especial que faz você querer parar nas horas para poder usufruir cada vez mais da sua companhia maravilhosa.
Ao lado destas questões temporais, eu também me pergunto sobre como a língua está evoluindo... Entre neologismos e expressões idiomáticas das mais diversas, o nosso vocabulário vai ficando cada vez mais vasto. Por outro lado, o transitar por entre línguas diferentes, de raízes diferentes (em determinados casos) é algo ainda muito misterioso e místico, eu diria. E eu prossigo com esse pensamento, já que minhas conclusões são tiradas por experiências próprias. Como professor de língua estrangeira, eu queria entender de onde os alunos vão buscar tantas perguntas que desafiam os limites da sociolingüística. Será que não dá para entender que canjica, simplesmente é canjica? Não conheço nenhuma palavra de língua inglesa que traduza perfeitamente a palavra canjica. Este fenômeno se deve ao fato de que canjica é um alimento tipicamente brasileiro. Acredita-se que a canjica, assim como o cuscuz e a pamonha, é de origem africana e foi introduzida à culinária brasileira através dos escravos.
Tarefa difícil traduzir a palavra canjica, se ao menos fosse em português eu poderia citar sinônimos como jimbelê e munguzá (em algumas regiões do país, pois no Nordeste, munguzá e canjica são pratos diferentes) . Mas achar palavra in English para a nossa canjiquinha brasileira de coração; perdoe-me, mas isso é outra história...

Saturday, June 16, 2007

É tudo para você...


Eu só precisava dizer que te amo e que você me faz muito feliz. Problemas, imprevistos, erros... tudo isso, ainda que ruim, existe. Mas eu quero dividir minha vida com você, eu quero lhe passar todo o amor que você trouxe para minha vida.
Eu te amo, I love you, Ich Liebe Dich!!!

Saturday, May 26, 2007

Aqui estou

Não sei se foi a arte de escrever que se escondeu de mim, ou se foi minha mente que se recusou a pensar. Na verdade, não sei nem posso questionar a mim mesmo sobre tais coisas.
Queria encontrar sempre as palavras corretas e a maneira mais sensata e harmoniosa (permito-me usar esta palavra!) de dizer, expressar meus sentimentos. Expressar, definir meu mundo de sentimentos, afinal, são tantos sentires a pairar sobre minha vida... Sou uma grande explosão, sinto tudo ao mesmo tempo e muitas vezes não consigo separar uma coisa da outra. É verdade, sou muito intenso!
E é isso!