Sunday, February 04, 2007

O tempo nosso de cada dia

A verdade é que o tempo está correndo. Os dias estão passando muito rápido e sabe-se lá o que anda ficando para trás durante esse furacão chamado tempo. Ontem era o primeiro dia do ano. Eu ainda lembro. Lembro de tudo o que fiz no dia primeiro de janeiro. E hoje? Madrugada do dia 4 de fevereiro. Tudo está acontecendo. Tudo sempre acontece. Mas a velocidade com a qual as coisas acontecem me deixa assustado. Será que vai dar tempo fazer tudo o que tenho que fazer? E meus sonhos? Terei eu tempo suficiente para realizá-los?
E o tempo passa. Passa rápido! De toda essa rapidez, surge a intensa necessidade de aproveitar tudo. Tirar o sumo de tudo o que acontecer em sua vida. Ir fundo, aprender, crescer, evoluir como ser humano. Acredito que hoje em dia, a velocidade não nos deixa baixar a cabeça, não nos deixa ficar escondidos atrás de máscaras que estão longe de expressar nossos reais desejos. E é por tudo isso que estou erguendo minha cabeça e arrancando as máscaras. Isso me tornará melhor ou pior? Não sei responder. No fundo, nem quero saber. Quero viver intensamente todos os rápidos dias de minha vida. Beleza, juventude: tudo isso acaba. O que fica mesmo são as lembranças.
E só para encerrar, lembrei-me que muitas pessoas ao meu redor estão apaixonadas. Lembrei-me também que eu preciso me apaixonar de novo, e, essa paixão precisa ser verdadeira e recíproca.

“Os dias passam e ninguém quer estar sozinho”.

Tuesday, January 23, 2007

Diário de Viagem

Era noite da terça-feira, 16 de janeiro, e eu estava chegando a Natal. Chegava muito entusiasmado, pois ainda não conhecia a cidade direito, apenas algumas de suas praias. Durante minha primeira noite na cidade o céu deixou cair alguns pingos de chuva. Na manhã seguinte, porém, já não havia mais chuva e pude começar a dar meus primeiros passos na capital potiguar. Acompanhado por meu amigo Marcelo, fui ao Praia Shopping, em Ponta Negra, nas imediações da casa dele (onde fiquei hospedado). À noite, saímos novamente para dar um giro na cidade aproveitando o bom trânsito do horário. Terminamos o passeio numa lanchonete muito legal no bairro de Lagoa Nova, a Pittsburg.
Manhã de quinta-feira, sol forte e muita disposição, ou seja, ótima receita para ir à praia. A praia de Ponta Negra foi o nosso destino. E preciso dizer: “que praia!”. Tudo muito organizado e um cenário composto por pessoas bonitas, muitos turistas e, principalmente, por um mar belíssimo. Um dia maravilhoso que foi encerrado com mais uma volta pela cidade com direito a visitas a pontos estratégicos.
Na sexta-feira, fui à praia sozinho enquanto Marcelo resolvia alguns problemas e, mesmo não gostando da idéia de ficar sozinho na praia, me diverti bastante. Durante minha caminhada pela areia pude apreciar a vista extremamente maravilhosa. Também conheci um grupo de italianos que estava curtindo as férias no local. E entre boas conversas, muita caminhada e uma pausa para a água de coco, a tarde foi se despedindo. A noite que chegou, a primeira do fim de semana, prometia. Com muito entusiasmo e expectativa, fui conferir o que há de bom na noite potiguar. E há, de fato, muita coisa boa! Várias opções na intenção de agradar a todos os públicos. Não preciso nem falar que a noite foi maravilhosa e que só terminou quando o sol pôs seus primeiros raios no céu.
O dia seguinte veio preguiçoso, afinal, a noite anterior tinha durado. Mas a viagem não podia parar e um bom passeio vespertino na praia do Meio foi o que Marcelo e eu escolhemos. Não demoramos muito por lá. Voltamos para casa e aproveitamos um pouco o ato de não fazer nada, o que nos distraiu bastante. Resultado: já eram quase duas da manhã quando saímos. Mas isso não foi problema, a noite de sábado também foi muito agradável e estávamos em casa quando o dia amanheceu.
Após duas noitadas seguidas, nós estávamos realmente exaustos. A solução foi utilizar a manhã de domingo para repousar e recarregar as nossas forças. À tarde, fomos mais uma vez à praia de Ponta Negra e, à noite, mais uma vez à farra. Mas antes da farra, uma passadinha em uma lanchonete para matar a fome.
A noite de domingo terminou cedo em relação às de sexta-feira e sábado: três da manhã. Terminou com a noite de domingo também a minha viagem a Natal. Já sentindo imensa saudade dos dias de férias e muita diversão, entrei no ônibus, guardei as recordações, fechei o diário e voltei para João Pessoa, muito animado e pronto para encarar o ano que semana que vem começa para valer.

Sunday, January 21, 2007

Como suspiros

É interessante como a vida nos surpreende e nos dá coisas vindas dos lugares mais inesperados. É um pouco estranho até, quando você não consegue controlar e começa a sentir. Quando você quer ficar, mas sente que é preciso ir. Quando você lamenta a falta e sente dor ao viver caminhos que estão descruzados. E é difícil entender a origem de todas essas coisas. É difícil entender a vida. É difícil saber quando um instante termina para outro começar.

José Moacir Júnior

Saturday, January 20, 2007

Um buraco comum

Acredito que o sentido da palavra decepção seja comum em todas as línguas, afinal, não importa se você é brasileiro, irlandês, russo ou japonês; certamente você já sofreu várias delas e está ciente de que muitas ainda virão, infelizmente.
Pois é. Acreditar em alguém é um ato muito perigoso que pode te levar à felicidade (quando esse alguém se comporta da maneira ideal para sua confiança), ou à pior das dores, das angústias (quando esse alguém põe no chão toda confiança por você depositada). E, independente do tipo de relação que você tem com alguém, a decepção vai ser sempre a decepção, vai sempre lhe fazer mal e lhe machucar profundamente. Amigos, amantes, namorado (a), marido/mulher, familiares... A decepção é a mesma. Pode até ser que doa de formas diferentes, uma vez que nenhuma dor é igual a outra e também individual, ou seja, só conhece sua dor quem de fato a sente.
Já vivi decepções de todos os tipos. Mentiras, traições, omissões. Já chorei muitas lágrimas por todas elas. Muitas mesmo. Tanto que não há mais água na fonte geradora da lágrima. Está tudo seco. E acho difícil que as flores continuem a brotar nesse solo seco no qual meu coração vem se transformando.
Nem queria puxar o assunto para a primeira pessoa, mas foi inevitável. Minha real intenção era expressar minha visão sobre decepção.

De Mais Ninguém
Composição: Marisa Monte/ Arnaldo Antunes
Se ela me deixou, a dor,

É minha só, não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dó
Eu tenho a minha dor
Se ela preferiu ficar sozinha,
Ou já tem um outro bem
Se ela me deixou,
A dor é minha,
A dor é de quem tem

É meu troféu, é o que restou
É o que me aquece sem me dar calor
Se eu não tenho o meu amor,
Eu tenho a minha dor
A sala, o quarto,
A casa está vazia.
A cozinha, o corredor.
Se nos meus braços,
Ela não se aninha,
A dor é minha, a dor.

Se ela me deixou, a dor,
É minha só, não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dó
Eu tenho a minha dor
Se ela preferiu ficar sozinha,
Ou já tem um outro bem
Se ela me deixou,
A dor é minha,
A dor é de quem tem

É o meu lençol, é o cobertor
É o que me aquece sem me dar calor
Se eu não tenho o meu amor,
Eu tenho a minha dor
A sala, o quarto,
A casa está vazia.
A cozinha, o corredor.
Se nos meus braços,
Ela não se aninha,
A dor é minha, a dor.

Thursday, January 18, 2007

Sem ponto final

Hoje já é o 18º dia do ano de 2007. Aqui estamos, aqui estou eu, aqui está a vida. Nem sempre quieta, graças a Deus. Não tenho do que reclamar desses primeiros dias do ano. Até mesmo os aborrecimentos estão sob controle e, considerando que estou viajando, posso dizer que estou vivendo meu momento de fuga da realidade. Estou fugindo dos horários, das preocupações (embora algumas sejam inevitáveis) e, principalmente, da impiedosa idéia de um dia após o outro.
Até agora, todos os dias tiveram o seu algo especial. Tudo que fiz, fiz por desejo próprio. Algumas coisas já estão guardadas e eu, certamente, irei lembrar delas lá no 365º dia do ano. Já atingi alguns de meus anseios para esse ano e caminho firme, na crença de que os outros hão de estar em alguma curva desses dias que se aproximam com a leveza de uma brisa e com a dureza de uma rocha. E, prometo a mim mesmo que optarei pela leveza e não deixarei a minha rocha íntima petrificar-se.
E não quero mais saber daquele amor perdido, vazio e sem solução. Não tenho mais tantos medos e indecisões, portanto, digo adeus a esse amor que teme e se esconde por traz de máscaras. Quero o amor que vier. Quero a pessoa certa, porém, se a certa não vier, vou me diverti com as erradas. Como minha amiga Thatyana costuma dizer: “eu não sou Sandy!”.

Friday, January 12, 2007

Absorto pelo Universo Particular

São inúmeras as palavras com as quais eu poderia definir o show de hoje, mas vou ficar com apenas uma: INESQUECÍVEL!
Após anos de espera, fui assistir a um show da Marisa Monte, que passou por aqui com sua turnê Universo Particular. Posso garantir que vivi momentos de muita emoção. Do início do show, ao ouvir a música Infinito Particular, ao fim, com a música Amor I love you. Sem esquecer é claro de todas as músicas, clássicas, do projeto Tribalistas ou dos novos álbuns, cantadas ao longo das quase duas horas de apresentação.
Sobre a inclusão de músicas dos Tribalistas no repertório só posso dizer que foi magnífico, pois, infelizmente, Arnaldo, Carlinhos e Marisa não puseram os pés na estrada durante a divulgação do trabalho.
Tornando mais íntimas as impressões, eu posso afirmar que as músicas: Dança da Solidão, Beija Eu, Até Parece e Já sei Namorar foram as que mais me emocionaram. Arrepiei-me por completo e meu coração bateu mais forte. E fiquei também maravilhado com o número de pessoas que compareceram. Também, usando um pouco das palavras da estrela da noite, com a comunhão de tantas pessoas diferentes. E que comunhão!
Acho que só ficou faltando Bem que se quis e a nova O Bonde do Dom, mas fica para a próxima.

Até
Parece
(Marisa Monte, Dadi, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown)

Até parece
Que não lembra que não sabe
O que passou
Não faz assim
Não faz de conta que não pensa
Em outra chance para nós dois
Olha pra mim
Não me torture, não simule
Não me cure de você
Deixa o amanhã dizer
Deixa o amanhã dizer


Sunday, January 07, 2007

Para não precisar descrever

Amo música e, devido a esse amor, busco uma canção para traduzir em forma de melodia cada sentimento do meu coração. Antes de ontem, ontem, hoje, amanhã, sabe Deus até quando, sinto algo que é insatisfeito, vazio. É desesperador até... A idéia de que talvez isso nunca se resolva e vá comigo até o túmulo. A incerteza de não saber o que se passa naquela mente loira. A dúvida!!!
Como disse, amo música e não estou nem aí para gêneros, assim, não pensem que quero assumir uma personalidade feminina ao dizer as seguintes palavras:

Nua
Ana Carolina

Olho a cidade ao redor
E nada me interessa
Eu finjo ter calma
A solidão me apressa

Tantos caminhos sem fim
De onde você não vem
Meu coração na curva
Batendo a mais de cem

Eu vou sair nessas horas de confusão
Gritando seu nome entre os carros que vêm e vão
Quem sabe então assim
Você repara em mim

Corro de te esperar
De nunca te esquecer
As estrelas me encontram
Antes de anoitecer

Olho a cidade ao redor
Eu nunca volto atrás
Já não escondo a pressa
Já me escondi demais

Eu vou contar pra todo mundo
Eu vou pichar sua rua
Vou bater na sua porta de noite
Completamente nua
Quem sabe então assim
Você repara em mim


Será que você um dia vai reparar em mim? Será que você já reparou?

Monday, January 01, 2007

10 anseios para o ano novo.


1. Show de Marisa Monte, no dia 11 de janeiro. Nossa, foram anos de espera e mal posso controlar minha ansiedade. Só faltam dez dias. Que venha o Universo ao meu redor e o Infinito particular.
2. Um emprego de verdade, seguro, no qual eu possa m realizar.
3. Continuar lutando para ser feliz.
4. Ter mais força e disposição para vencer os obstáculos.
5. Viver um amor real, sem idealizações. Nada de amores platônicos. Não os agüento mais.
6. Saúde e paz, para mim e para todos que amo.
7. Sexo, hehehe!
8. Baladas e diversão.
9. Quietude e descanso.
10. SUCESSO.

2007

Mais um ano está a começar. São mais 365 dias que estão vindo para marcar a vida de todos nós.
Sem dúvida alguma, esse dia poderia ser o mais indicado para fazer milhões de promessas, planos... Poderia prometer mudanças a mim mesmo e a todo infinito que m rodeia. Mas até que ponto seriam válidas tantas palavras? Assim, prefiro deixar que venham esses 365 dias, que sejam agradáveis e plenos: é tudo o que espero. Que deles surja um ‘true love’!
Para mim, para você, para cada flor que brote nos jardins dessa vida deveras louca, para o universo:

FELIZ ANO NOVO!
HAPPY NEW YEAR!

Saturday, December 23, 2006

Merry Christmas!!!

Chega a ser estranho, mas eu, alguém que sempre amou e esperou tanto pelo Natal, não estou conseguindo sentir o espírito natalino em meu peito. Não sei se é porque esses últimos dias foram muito corridos. Não sei se é porque não estou me sentindo muito bem em relação ao mundo. Realmente não sei. O que sei é que não há motivo suficiente para que eu aguarde ansioso pela chegada de Papai Noel. Talvez, pelo menos este ano, eu tenha até deixado de acreditar que Papai Noel existe.
Apesar de tudo isso, quero desejar um ótimo Natal para todos os meus amigos, para a minha família e também para as pessoas que de uma forma ou de outra estão se fazendo presentes na minha vida.

Mary Cristo
(Tribalistas)

Já nasceu o Deus menino
E as vaquinhas vão mugindo
Blim blom, blim blom
Blim blom nylon

Mary, Mary, Mary Cristo
Cristo,Cristo, Mary, Mary
Esta noite olham por nós
Anjos cantam de lá do céu

Carneirinho me dá lã, mé
Passarinhos de manhã, né
Cantam
Tudo tão bom

Papai Noel
Momo do céu.

Saturday, December 16, 2006

Para Andressa

Neste domingo, dia 17, uma pessoa bastante especial está completando dezenove anos de existência. E o que eu queria dizer é grande demais para caber em palavras. Tudo que eu queria fazer é muito para caber em atos. Resta-me, então, registrar aqui que eu a amo muito, do fundo do meu coração, e que eu desejo que ela seja muito feliz.
Feliz Aniversário, minha amável, bela e doce amiga.

Kiss me

Ouvi muito essa música durante a semana que está terminando. Portanto...

Kiss Me
- Sixpence None The Richer -

Kiss me out of the bearded barley
Nightly, beside the green, green grass
Swing, swing,(swing, swing) swing the spinning step
You wear those shoes and I will wear that dress

Oh, kiss me beneath the milky twilight
Lead me out on the moonlit floor
Lift up your open hand
Strike up the band and make the fireflies dance
Silver moon's sparkling
So kiss me

Kiss me (kiss me) down by the broken tree house
Swing me (swing me) upon it's hanging tire
Bring, bring,(bring, bring) bring your flowered hat
We'll take the trail marked on your father's map

Oh, kiss me beneath the milky twilight
Lead me out on the moonlit floor
Lift your open hand
Strike up the band and make the fireflies dance
Silver moon's sparkling
So kiss me

Kiss me beneath the milky twilight
Lead me out on the moonlit floor
Lift your open hand
Strike up the band and make the fireflies dance
Silver moon's sparkling
So kiss me

So kiss me...

Na dança da solidão

Férias! Finalmente! Apenas algumas aulas para dar; depois, só repouso. Isso é bom, mas eu preciso confessar: “my loneliness is killing me”.
Tenho a prova da minha íntima desordem toda vez que saio sozinho, principalmnet quando vou ao cinema sozinho. É duro não ter com quem comentar o filme quando este acaba. É duro não ter aquela companhia que vai se sentar com você numa mesa para um jantar, um lanche, para o que quer que seja. A solidão acaba destruindo o bom do passeio. É lógico que, às vezes eu curto muito sair sozinho, mas isso é para quando eu não estou sozinho.
E a boca? Seca, ansiosa por um beijo. E as mãos? Geladas a esperar outras mãos para com elas se entrelaçar. E o corpo? Trêmulo, desejando unir-se a outro. E a alma? Fria, apenas. E o coração? Haha!, eu queria saber explicar.
Tem alguém aí? Alguém, por favor, me escute?
Se há alguém no ar, responda se eu chamar”.
Estou cheio de ter que lidar com esses meus momentos de solidão (que de fato são constantes). Não sei estar sozinho, não sei lidar com isso e foda-se quem achar que eu estou errado, quem achar que eu condiciono estar bem a estar com alguém.

Sunday, November 19, 2006

Domingo Contemporâneo

Preciso confessar que, mesmo gostando muito de poesia, não gosto de trabalhar com ela. Fiquei o domingo inteiro, praticamente, preparando minha parte do trabalho sobre poesia contemporânea. Mas é isso mesmo, agora já está pronto (espero que esteja bom!).
Contudo, apesar de ter sido muito trabalhoso, esse seminário me pôs em contanto com a poesia de Frederico Barbosa que no geral é de ótima qualidade - preciso reconhecer isto mesmo não tendo amado todas as poesias dele.
Aqui vai uma das que mais gostei:


Blue Moon

sua voz sussurra suave e viva
sob o som blue das incertas
sílabas suas soltas certas

na noite doce e lenta,
envolve-me
beija-me quente sua visão

na nossa pele essa sorte
de instante forte
perfeito

nesse sonho cristalino
(brando)
nosso vinho
(branco)
vai se espelhando.

Frederico Barbosa.In: Rarefato. São Paulo: Iluminuras, 1990.

Wednesday, November 15, 2006

We are always beginning

Não sei o porquê, mas o fato é que me lembrei hoje, no fim da tarde para ser mais exato, do seguinte trecho de uma música de Madonna:

“Nothing takes the past away like the future, nothing makes the darkness go like the light, you’re shelter from the storm, give me comfort in your arms.” Madonna (Nothing really matters)

Hoje também foi um dia complicado. Eu odeio despedidas, elas me machucam muito. Ninguém morreu!!! Mas você sente quando alguém de quem você gosta muito vai para outro lugar. Para mim, é um tanto quanto dolorosa a constatação da saudade que deve vir com o passar dos dias.
É por não gostar de despedidas que vou parar por aqui. Espero de coração que tudo dê certo e que um novo horizonte se abra à tua frente.

“Lights will guide you home, and ignite your bones, and I will try to fix you.” Coldplay (Fix you)

Sunday, November 12, 2006

Just this!

Finalmente um domingo interessante e agradável! Fui à praia. Nossa, como foi bom! Fazia uma eternidade que eu não ia à praia, que eu não entrava no mar e ficava lá, só relaxando! E ainda foi melhor por ser o mar de Coqueirinho. Amo aquela praia. Ela é tão bonita!
O mar, então... nem se fala! Quando eu estava no mar, procurando relaxar, pude dar uma olhada rápida e caçar “colírios” para limpar a minha vista. Pude relaxar o corpo e entrar em contato com meu eu. Pude revigorar minha mente. E também pensar, lembrar, sentir saudade... Pude lembrar do sonho que tive ontem à noite. Sonhei com o amor que eu quero que chegue, o amor que estou esperando. Um sonho tão puro e tão real! Melhor lembrança para ter no meio daquele mar, de água tão cristalina, impossível!
Só espero, do fundo do meu coração, que essa semana que se inicia prossiga e termine tão bem quanto começou.
Lá no mar, também lembrei dessa música:


Yellow – (Coldplay)
Look at the stars,
Look how they shine for you,
And everything you do,
Yeah, they were all yellow.
I came along,
I wrote a song for you,
And all the things you do,
And it was called "Yellow".
So then I took my turn,
Oh what a thing to have done,
And it was all "Yellow."
Your skin,
Oh yeah your skin and bones,
Turn into something beautiful,
You know, you know I love you so,
You know I love you so.
I swam across,
I jumped across for you,
Oh what a thing to do.
Cos you were all "Yellow",
I drew a line,
I drew a line for you,
Oh what a thing to do,
And it was all "Yellow."
Your skin,
Oh yeah your skin and bones,
Turn into something beautiful,
And you know,
For you I'd bleed myself dry,
For you I'd bleed myself dry.
It's true,
Look how they shine for you,
Look how they shine for you,
Look how they shine for,
Look how they shine for you,
Look how they shine for you,
Look how they shine.
Look at the stars,
Look how they shine for you,
And all the things that you do.

* Só mais uma coisa: no post de ontem onde tem ouça, leia-se ousa!

Saturday, November 11, 2006

Mais um na multidão

Depois de uma semana super corrida e estressante não podia esperar algo diferente. Estou cansado, chateado, triste até. É incrível como o tempo está passando rápido e me fazendo correr cada vez mais. De casa para a universidade. De casa para o trabalho. Isso tudo é muito cansativo para mim, ainda mais se eu for considerar o fato de eu fazer toda essa “manobra” de ônibus. È deveras cansativo. E tudo isso para quê? No fim do dia eu sou um ser cansadíssimo, nem tanto pelo acúmulo de atividades, mas sim pela dificuldade de locomoção e também pelo calor que está fazendo nessa cidade. Às vezes, está tão quente, que me sinto derreter. Derreter como se fosse uma pedra de gelo.
E quente também está o meu estado emocional. Sinto com se eu estivesse vivendo à beira de um colapso. É muito ruim me sentir assim. Dói. E dói mais ainda ver que as pessoas que, supostamente, deveriam me entender e me dar apoio agem como se não estivessem nem aí para o meu cansaço, meus problemas. Agem como se eu fosse uma máquina. Uma máquina que não tem sentimentos, tem apenas o dever de funcionar e pronto. Tudo que eu queria era ser mais compreendido pelo mundo ao meu redor. Queria ouvir um “bom dia!” que não fosse automático.Queria receber um abraço verdadeiro e carinhoso ao fim do dia. Queria ter um colo pra colocar minha cabeça e deixá-la descansar. Queria alguém para cuidar um pouco de mim. Posso até estar sendo mimado, mas eu queria alguém para fazer as coisas para mim, como quando eu era criança. Sinto-me tão só, tão carente, tão desprotegido. Sinto-me tão “clichê” por estar sempre usando esse mesmo enunciado. Porém, não posso evitar, pois esta é a verdade. A minha verdade do momento atual. Cruel, não?
Pergunto-me agora o que eu posso fazer para dar um jeito nisso tudo. O quê? Não há nada a fazer. Só esperar e tentar enganar a vida rotineira que ouça em querer me trapacear. E, como diria minha grande amiga Eveline (da qual eu estou sentindo muito falta e tenho me lembrado todos os dias): “A vida é isso!”. E como eu mesmo digo: “Viver dói; dói do âmago à pele!”.
Só para encerrar, já que citei Eveline, vou anotar umas coisas para algumas pessoas que considero muito especiais. Algumas não estarão na lista, mas não são menos especiais.

Áurea: Precisamos comer algo gostoso essa semana.
Íris: Amiga ingrata, veja se aparece.
Leandro: Embora não nos falemos muito, gosto demais de você.
Andressa: Minha best linda! Sem você as minhas semanas seriam ainda pior.
Jamylle: You bring light to my Saturdays.
Márcio: Recife deve estar muito quente, não é?
Lhéo: Aconteça o que acontecer, sempre verei você como alguém que consegue me divertir. (Não que você seja um palhaço, é claro!).
Írisjoanna: Por favor, não me dê trabalho essa semana.
Mum and Dad: Tentem ser mais compreensivos comigo. Vocês são muito frios. Isso é assustador.

Sunday, October 29, 2006

Como se gritar bastasse

Sinto meu corpo tão carente, meu coração tão vulnerável! Parece que há um buraco, uma parte oca dentro do meu peito. Uma lacuna que grita aos quatro cantos do mundo a necessidade de ser preenchida.
Os meus dias têm sido tão exaustivos! São muitas coisas para fazer em um tempo que é curto. Em um tempo que corre de uma maneira que não consigo definir. Em um tempo que mesmo acelerado ainda me permite sentir minhas feridas. Eu não sei quando isso vai passar, só sei que tudo isso me traz muita dor. Estou só, me sentindo desesperadamente só, desprotegido. Queria apenas uma dose de carinho, um gole de proteção. Queria apenas um abraço, carregado de verdade, no fim do dia.
Além de tudo, sinto tanto sono e talvez este estado de sonolência possa ser uma arma contra meus abismos íntimos. Eu simplesmente não sei!

Fogo...
Para fazer meu corpo queimar
De desejo, eu digo.
Fogo...
Para fazer meus sentidos quererem voar.
Fogo...
Para deixar meu corpo molhado
De suor, e mais nada.
Fogo...
Para aquecer minha alma
Para adormecer minha fera
Para controlar meus instintos
Para, no fim, apagar as minhas chamas.

(José Moacir Júnior)
29 de outubro de 2006

Saturday, October 21, 2006

Rosas despedaçadas

Sinto o cheiro das rosas despedaçadas. Sinto a brisa, ora suave, ora morna. Eu sinto. Eu sinto muito por tudo, não deveria ter sido assim. Mas, por que você não me disse? Havia tanta coisa pra dizer, e, no entanto, você calou. Entendo, eu também calei. E o silêncio nos separou, o silêncio machucou, fez sangrar, matou.
Ainda sinto o seu cheiro nas minhas narinas. Sinto o gosto do seu beijo molhado. Foi pouco, durou pouco, talvez nem tenha existido, mas para o meu corpo (e de certa forma, também para a minha alma) foi intenso demais. Foi tão profundo que sou capaz de sentir o seu cheiro pelo ar, por entre as pessoas. Sou capaz de sentir seu cheiro até mesmo quando ele não está ali. Por que não pôde ser?
Talvez a vida tenha me enganado mais uma vez. Talvez não fosse para ser. Talvez não fosse nem para eu sentir, mas eu sinto e, nada posso fazer para evitar isto. Eu simplesmente sinto.
Não pedirei para você voltar. Não falarei nada, pois as palavras são um lugar inseguro e incerto. Tenho medo de perder-me entre elas. Tenho medo de perder de novo, afinal, não se pode perder duas vezes a mesma coisa. Só se pode sentir, e mais nada.

Saturday, October 14, 2006

A inspiração

A inspiração é algo que me é demasiadamente curioso. Há momentos nos quais eu preciso jogar nas palavras o meu peso. Jogar fora os meus mais íntimos sentires. Desabafar mesmo. Talvez, levar à superfície o meu lado mais profundo. Mas, às vezes...
Escrever dói. É como viver, pois "viver dói; dói do âmago à pele". Escrever em alguns momentos é uma tarefa muito dura e penosa. Mas, por que eu estou a escrever todas essas besteiras aqui, se o que quero dizer é que estou sem inspiração? (Na verdade me veio em mente uma idéia, mas infelizmente não vai ser nada “flabergasting” se eu escrever aqui!).

Mas, serve uma canção?

Final feliz (Jorge Vercilo)

Chega de fingir
Eu não tenho nada a esconder
Agora é pra valer haja o que houver

Não tô nem aí
Eu não tô nem aqui pr´o que dizem
Eu quero ser feliz e viver pra ti

Pode me abraçar sem medo
Pode encostar sua mão na minha

Meu amor,deixa o tempo se arrastar sem fim
Meu amor não há mal nenhum gostar assim
Oh, meu bem acredite no final feliz
Meu amor, oh, meu amor!